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Nova Parada LGBT
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Aconteceu em outubro de 2014, a partir de articulações do coletivo pink bloc. Manifestação com orçamento zero e sem qualquer apoio institucional, que marchou em protesto contra o cancelamento da usual parada LGBT de Copacabana, alegadamente por falta de verbas públicas. A parada contou com a presença de centenas de pessoas, que marcharam pela orla de Copacabana em uma ação performática coletiva que contou com peitos e mamilos de fora, o ditador gay Rafucko soltando bombas de glitter de ‘cura gay’, desfiles de voguing, samba na cara do pastor Silas Malafaia e do então candidato Levy Fidelix, reagindo às suas declarações homofóbicas veiculadas em um dos debates eleitorais da televisão.
Vídeo da Nova Parada LGBT Mauricio Magagnin, 2014. | I Hate Flash - fotografia Derek Mangabeira e Beatriz Medeiros
Tropicuir: estético-políticas transviadas - memória, arquivo, design Guilherme Altmayer, 2022 | Insurgências estético-políticas de dissidências sexuais e de gênero no Brasil no contexto dos levantes de 2013 Guilherme Altmayer, 2024
A Nova Parada LGBT acontece no contexto de efervecência política da década de 2010 no Brasil. Em 2011, uniões estáveis de mesmo sexo são legitimizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Em 2018 o STF reconhece o o uso de nome social para pessoas trans, sem necessidade de cirurgia. Já em 2019, o mesmo orgão determina que homofobia e transfobia sejam enquadrados na mesma categoria de crimes de racismo. É criado Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Mais de 50 mostras e exposições com temáticas sexo e gênero dissidentes são realizadas. Em 2017 a exposição MuseuQueer é censurada e fechada, e posteriormente acontece no Parque Lage em 2018. Em 2018 a peça O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Rainha do Céu é censurada. Em 2010 Jean Wyllys é eleito o primeiro deputado federal abertamente gay. Em 2011 acontece a primeira Marcha das Vadias no Rio de Janeiro. No mesmo ano vai ao ar, na novela Amor e Revolução do SBT, o primeiro beijo lésbico da teledramaturgia brasileira. Em 2011 o deputado federal Eduardo Cunha propõe um projeto de lei que determina o dia do orgulho heterossexual. Em 2013, o deputado Marco Feliciano tenta colocar em pauta o projeto de 'cura gay'. Em 2015 O PL122 que criminaliza a homofobia é arquivado pela Câmara dos Deputados. Em 2012 é fundado o Museu da Diversidade Sexual em São Paulo. Em 2018 a socióloga ativista lésbica feminista e vereadora Marielle Franco é brutalmente assassinada no Rio de Janeiro. Em 2010 é criado o Acervo Bajubá. Em 2015 o Supremo Tribunal Federal autoriza a adoção de crianças e adolescentes por casais LGBT+.
Praia de Copacabana - Rio de Janeiro
Pink Bloc
2014
Um dia