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Acervo Bajubá
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Fundado em 2010, o Bajubá é um arquivo comunitário não institucional dedicado à preservação das histórias das comunidades lésbica, gay, bissexual, transexual, travesti, transgênero, queer, assexual e pansexual (LGBT+) no Brasil. Seu acervo é predominantemente analógico, com a digitalização avançando gradualmente. O acesso físico é feito mediante agendamento por e-mail (acervobajuba@gmail.com); a entrada é gratuita, e o espaço é acessível a cadeirantes por meio de elevador. Bajubá caracteriza-se por suas ações de comunicação e ativação do acervo junto as comunidades.
Coleção com mais de 20.000 peças doadas por pessoas LGBT+ e ONGs - obras de arte, livros, periódicos, LPs e CDs, principalmente de artistas brasileiros gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. Conta ainda com ampla variedade de materiais efêmeros: revistas nacionais gays e de travestis, zines, folhetos de festas, livros raros, literatura lésbica, trajes de cross-dressing, DVDs pornográficos, cartazes políticos e sobre HIV/AIDS, além de materiais audiovisuais.
Escapar del mercadão da memória: las apuestas de Acervo Bajubá, un archivo LGBTIAPN+ brasileño 2025 Yuri Fraccaroli, Natan Angel, 2025 | Bajubá Collection Guilherme Altmayer, 2026 | The archive and the cafezinho: challenging disembodied histories by embodied archival experiences at Acervo Bajubá, an LGBT+ community archive in Brazil Yuri Fracarolli, 2023
Museu da Memória e Diversidade Sexual do Cariri, CEDOC Grupo Dignidade, Arquivo Arquivo Edgard Leuenroth - Unicamp
O acervo Bajubá surge em 2010, em uma década marcada por grandes avanços e retrocessos. Em 2011, uniões estáveis de mesmo sexo são legitimizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Em 2018 o STF reconhece o o uso de nome social para pessoas trans, sem necessidade de cirurgia. Já em 2019, o mesmo orgão determina que homofobia e transfobia sejam enquadrados na mesma categoria de crimes de racismo. É criado Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Mais de 50 mostras e exposições com temáticas sexo e gênero dissidentes são realizadas. Em 2017 a exposição MuseuQueer é censurada e fechada, e posteriormente acontece no Parque Lage em 2018. Em 2018 a peça O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Rainha do Céu é censurada. Em 2010 Jean Wyllys é eleito o primeiro deputado federal abertamente gay. Em 2011 acontece a primeira Marcha das Vadias no Rio de Janeiro. No mesmo ano vai ao ar, na novela Amor e Revolução do SBT, o primeiro beijo lésbico da teledramaturgia brasileira. Em 2011 o deputado federal Eduardo Cunha propõe um projeto de lei que determina o dia do orgulho heterossexual. Em 2013, o deputado Marco Feliciano tenta colocar em pauta o projeto de 'cura gay'. Em 2015 O PL122 que criminaliza a homofobia é arquivado pela Câmara dos Deputados. Em 2012 é fundado o Museu da Diversidade Sexual em São Paulo. Em 2018 a socióloga ativista lésbica feminista e vereadora Marielle Franco é brutalmente assassinada no Rio de Janeiro. Em 2010 é criado o Acervo Bajubá. Em 2015 o Supremo Tribunal Federal autoriza a adoção de crianças e adolescentes por casais LGBT+.
São Paulo
2010